Daniel Mors elucida por que um diamante maior nem sempre vale mais 

Written by: Caleb Winslow

Daniel Mors, presidente fundador da Golden Brasil e empresário especialista em negócios com minérios, pondera que uma das confusões mais comuns entre quem compra diamante pela primeira vez é acreditar que quilate maior significa, automaticamente, preço maior. Na prática, o tamanho é só um entre quatro critérios que determinam o valor final da pedra. Afinal, duas pedras do mesmo peso podem ter preços bem diferentes, dependendo da combinação entre corte, cor e pureza, o que explica por que o quilate sozinho nunca conta a história completa sobre quanto um diamante realmente vale. 

Acompanhe a seguir o que sustenta essa diferença de preço entre pedras aparentemente equivalentes. 

Por que o quilate é apenas um dos quatro critérios de avaliação?

O sistema dos 4Cs, criado pelo GIA nos anos 1950, avalia quilate, corte, cor e pureza como fatores independentes, e não hierárquicos. Uma pedra maior, mas com lapidação malfeita ou pureza baixa, pode valer menos do que uma pedra menor com excelência nos outros três critérios.

Segundo Daniel Mors, esse é o ponto que mais surpreende quem entra no mercado de diamantes pela primeira vez: dois diamantes de 1 quilate podem ter diferença de preço de várias vezes entre si, dependendo exclusivamente da qualidade técnica nos demais critérios.

Como o corte influencia o valor mais do que se imagina?

O corte determina como a pedra reflete a luz, e é considerado por muitos especialistas o critério mais difícil de padronizar objetivamente. Um diamante com corte excelente aproveita melhor sua capacidade de brilho, mesmo sendo tecnicamente menor do que outra pedra com corte mediano.

Para Daniel Mors, um diamante grande, mas com proporções de corte ruins, pode parecer opaco e sem vida, enquanto uma pedra menor, bem lapidada, entrega mais brilho e valor percebido, mesmo pesando menos na balança.

Golden Brasil
Golden Brasil

Por que cor e pureza também competem com o peso na formação do preço?

A cor de um diamante é avaliada em uma escala que vai do incolor ao levemente amarelado, e a pureza mede a presença de inclusões internas. Como pontua Daniel Mors, um diamante grande com cor perceptivelmente amarelada ou com inclusões visíveis a olho nu pode valer menos do que uma pedra menor, mas com classificação superior nesses dois critérios.

É justamente essa combinação entre os quatro fatores, e não o peso isolado, que os laboratórios de certificação usam para calcular a faixa de preço justa de cada pedra específica.

O que considerar antes de escolher pelo tamanho?

Antes de decidir pela pedra maior disponível dentro do orçamento, vale pedir o laudo completo e comparar como ela se posiciona nos quatro critérios, não apenas no peso. Uma pedra ligeiramente menor, mas com classificação superior nos demais fatores, pode entregar mais brilho e valorização do que a alternativa maior.

Daniel Mors aponta que essa comparação evita a armadilha comum de escolher pelo número que aparece em destaque na etiqueta, ignorando os outros três critérios que, juntos, pesam tanto ou mais do que o quilate na formação do preço final.

Por que entender essa relação evita decisões equivocadas?

Daniel Mors conclui que tratar o quilate como único critério de valor é um erro comum e evitável, que leva compradores a pagar mais por pedras maiores, porém tecnicamente inferiores em outros aspectos, quando uma pedra menor e melhor lapidada entregaria mais valor pelo mesmo investimento.

No fim, o tamanho de um diamante é apenas um dos quatro pilares que sustentam seu preço, e ignorar os outros três é abrir mão de uma análise completa sobre o que realmente determina, com precisão técnica, quanto aquela pedra específica vale no mercado.

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