WhatsApp Plus: Meta testa versão paga do app no Brasil por R$ 7 ao mês

Assinatura opcional libera figurinhas exclusivas, novos temas e até 20 conversas fixadas, sem alterar as funções gratuitas do mensageiro.

O WhatsApp começou a testar no Brasil uma assinatura paga chamada WhatsApp Plus, com mensalidade de R$ 7. A novidade apareceu inicialmente para uma pequena parcela de usuários do sistema Android e representa uma mudança na estratégia da Meta, que sempre manteve o aplicativo de mensagens totalmente gratuito para o consumidor final. Segundo a empresa, o plano não altera o envio de mensagens, chamadas ou a criptografia de ponta a ponta: o foco está em recursos de personalização visual e organização da caixa de entrada, como novos ícones, temas de cor, figurinhas animadas exclusivas, toques de chamada diferenciados e a possibilidade de fixar até 20 conversas no topo da tela, contra o limite atual de três. O Brasil é o quarto mercado a receber o teste, depois de União Europeia, México e Paquistão.

O que muda para quem assinar o WhatsApp Plus

A lista de benefícios divulgada pela Meta inclui seis recursos principais. O primeiro é a customização visual, que permite alterar a cor e o estilo do tradicional ícone verde do aplicativo, além de aplicar novas paletas de cores à interface de conversas. O segundo é o pacote de toques exclusivos para chamadas de áudio e vídeo, pensado para quem quer diferenciar a experiência sonora do app. Também fazem parte do pacote os stickers animados, restritos a assinantes, e um limite ampliado de conversas fixadas, que passa de três para vinte, algo que pode interessar especialmente a quem usa o WhatsApp para trabalho e precisa acompanhar várias conversas simultâneas.

A Meta confirmou o teste em nota enviada a veículos de tecnologia, descrevendo a iniciativa como “uma nova assinatura opcional” voltada a usuários que “desejam mais formas de organizar e personalizar sua experiência”. A empresa afirmou ainda que a fase atual é limitada e serve para coletar feedback antes de uma eventual expansão. Por enquanto, o recurso está disponível apenas para contas do WhatsApp Messenger; o WhatsApp Business, usado por empresas e profissionais autônomos, ficou de fora da primeira leva de testes. Para verificar se a opção já apareceu no aparelho, o caminho é acessar Configurações e procurar pela seção Assinaturas dentro do próprio aplicativo.

Como funciona a cobrança e o período de teste gratuito

Em parte dos aparelhos Android contemplados pelo teste, a Meta está oferecendo 30 dias de uso gratuito antes do início da cobrança mensal, processada pelo sistema de pagamento da Google Play Store. Quem não quiser manter a assinatura precisa cancelar com pelo menos 24 horas de antecedência em relação à data de renovação, para evitar a cobrança do primeiro mês. O valor de R$ 7 é o segundo mais baixo já registrado entre os países onde o WhatsApp Plus foi testado até agora, atrás apenas do preço praticado no Paquistão; na União Europeia, a mensalidade gira em torno de 2,49 euros, e no México, o valor é de 29 pesos mexicanos, o que sugere uma política de preços regionalizada conforme o poder de compra local.

A companhia ainda não confirmou se o valor cobrado durante a fase de testes será mantido caso o serviço seja lançado de forma definitiva para todos os usuários brasileiros, tampouco divulgou um cronograma para essa expansão. É importante lembrar que o nome “WhatsApp Plus” também é usado, há anos, por versões não oficiais e modificadas do aplicativo distribuídas fora das lojas oficiais, sem qualquer relação com a Meta. Esses aplicativos paralelos abrem brechas de segurança e podem levar ao bloqueio da conta, inclusive de quem já usou essas versões no passado; a recomendação da própria Central de Ajuda do WhatsApp é assinar o plano oficial apenas pela Google Play Store ou pela App Store.

Por que a Meta decidiu cobrar por recursos do WhatsApp

A chegada de uma camada paga ao WhatsApp reflete um movimento mais amplo da Meta em direção à monetização de aplicativos que, até então, dependiam quase exclusivamente de publicidade ou de ferramentas para empresas. A companhia já testa assinaturas semelhantes no Instagram e no Facebook, incluindo versões sem anúncios em mercados como o Reino Unido, além de investir pesadamente em recursos de inteligência artificial, como a Meta AI integrada ao próprio WhatsApp. A entrada do Brasil na lista de países-teste chama atenção pelo tamanho da base de usuários: o país reúne mais de 150 milhões de contas ativas no aplicativo, o que faz da resposta brasileira um indicador relevante para decisões futuras da empresa.

A reação inicial dos usuários brasileiros nas redes sociais foi dividida. Parte do público vê utilidade prática no aumento do limite de conversas fixadas, considerado o recurso mais funcional do pacote, enquanto outra parcela questiona pagar por itens vistos como cosméticos, como temas e figurinhas. Há também quem tenha manifestado preocupação com a possibilidade de a Meta ampliar gradualmente a lista de recursos pagos nas próximas atualizações, reduzindo o que hoje está disponível de graça. Por ora, a empresa garante que todas as funções atuais do WhatsApp continuam gratuitas e que o Plus funciona apenas como uma camada extra e opcional.

O teste do WhatsApp Plus no Brasil ainda está em fase inicial e restrito a poucos usuários, mas já indica a direção que a Meta pretende seguir com um dos aplicativos mais usados do país. Se o modelo for validado e expandido, o mensageiro passa a se posicionar também como uma plataforma de serviços premium, e não apenas como ferramenta de comunicação gratuita. Até lá, quem não receber o convite para testar a assinatura não perde nenhuma funcionalidade: o WhatsApp continua funcionando normalmente, com mensagens, chamadas e grupos sem qualquer custo. Resta acompanhar se a Meta vai manter o valor de R$ 7 e quando o recurso deve chegar ao restante da base brasileira.

Fontes: Canaltech, TechTudo, Tecnoblog

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