O recente avanço no ranking nacional de liberdade econômica colocou Santa Catarina em uma posição de destaque no cenário brasileiro. O estado saiu da última colocação para o sexto lugar entre todas as unidades federativas, marcando uma evolução significativa em comparação com os números anteriores. Esse salto se deu principalmente após a aprovação da nova lei estadual que ampliou consideravelmente o número de atividades consideradas de baixo risco, facilitando a vida de empreendedores e incentivando a abertura de novos negócios em todo o estado.
A aprovação da lei estadual que moderniza o ambiente de negócios catarinense foi um marco para a economia local e para quem deseja empreender de forma mais simplificada. Antes da mudança, apenas algumas atividades podiam ser dispensadas de alvarás e licenças, o que gerava grande impacto burocrático para novos empreendedores. Com a nova legislação, houve um aumento expressivo no número de atividades enquadradas como de baixo risco, o que torna o processo de abertura de empresas mais ágil e menos custoso.
Esse avanço no ranking também se reflete no ambiente empreendedor de Santa Catarina, onde o número de novos CNPJs registrados bateu recorde no último ano. Esse crescimento demonstra que as mudanças legislativas não são apenas números em um índice, mas impactos reais que incentivam o empreendedor a investir, gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento econômico de suas regiões. A resposta do mercado à simplificação regulatória confirma que políticas públicas focadas em desburocratização tendem a produzir mais dinamismo e competitividade local.
Mais do que simplesmente subir posições em um índice, o desempenho catarinense mostra uma tendência de fortalecimento da economia regional em meio a um cenário nacional que ainda enfrenta desafios. A capacidade de um estado se adaptar às demandas do setor produtivo e flexibilizar exigências desnecessárias pode ser um diferencial competitivo importante, especialmente em comparação com estados que mantêm processos mais rígidos. Isso coloca Santa Catarina em evidência como exemplo de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo.
Outro ponto importante desse movimento é o foco da administração pública em tornar o ambiente de negócios mais atrativo para investidores externos. Quando um estado melhora sua posição em rankings nacionais, ele não apenas atrai a atenção dos próprios empresários locais, mas também das grandes empresas e fundos de investimento que buscam regiões com maior potencial de crescimento e menores barreiras administrativas. A transformação do ambiente regulatório pode, assim, gerar novos ciclos de investimentos em setores variados.
O impacto social dessa melhoria no ranking também não pode ser subestimado. Com mais empresas sendo abertas e a economia local ganhando mais tração, há uma expectativa de aumento na geração de empregos formais, o que tende a melhorar a renda média da população. Esse tipo de desenvolvimento sustentável favorece não apenas os grandes centros urbanos, mas também municípios menores que se beneficiam da expansão de serviços, comércio e produção regional, fortalecendo a economia em múltiplas frentes.
Vale destacar que esse resultado de Santa Catarina não surgiu de forma isolada. Ele faz parte de um conjunto de indicadores que mostram o estado em posição de destaque em outros estudos de competitividade e desempenho econômico. Em outras análises, Santa Catarina figura entre os estados mais competitivos do país com bons índices em segurança, capital humano e sustentabilidade, o que fortalece ainda mais a perspectiva de desenvolvimento contínuo da região.
Por fim, o avanço expressivo no ranking de liberdade econômica coloca Santa Catarina como referência em iniciativas de simplificação e abertura de negócios no Brasil. Ao construir um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e reduzir entraves burocráticos, o estado se projeta como um modelo para políticas públicas que buscam promover crescimento econômico, gerar oportunidades e atrair investimentos. Esse movimento tem potencial não apenas de transformar a economia local, mas de inspirar outras regiões a adotarem caminhos semelhantes em prol do desenvolvimento sustentável.
Autor: Ursula Santos